Poder360: Políticas de saúde à deriva: a importância do Vigitel em 2021, escrevem Aguillar e Freitas

15/11/2021
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Na formulação de políticas públicas voltadas para a saúde, a aferição de informações sobre as condições de alimentação, trabalho, e meio ambiente da população é essencial para a eficiência da política. Nesse contexto, a pesquisa direta com a população é a ferramenta em que consiste o Vigitel, sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que 54,7% dos óbitos registrados no Brasil foram causados por doenças crônicas não transmissíveis, e dados da OMS mostram que 77% de todas as mortes por estas doenças ocorrem em países de baixa e média renda. Daí a importância de mapear a população brasileira na construção de políticas de vigilância e enfrentamento destas doenças. 

Criado em 2006, o Vigitel tem o objetivo de checar indicadores de tabagismo, atividade física, consumo alimentar, consumo de bebidas alcoólicas da população e assim extrair dados que sustentem políticas voltadas à prevenção e combate de doenças metabólicas, vasculares, respiratórias, além de câncer e hipertensão. 

Durante a pandemia, a pesquisa realizada pelo Vigitel sofreu atrasos. Para o ano de 2021 ela ainda não foi concluída. Nesse contexto, Arthur Aguillar e Rebeca Freitas, membros do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), discutem os impactos do atraso desta pesquisa na pandemia, em que consultas e exames foram represadas, e opinam ser este mais um erro de política pública do governo atual.

Enviado por Raquel Chaves da Silva

Opinião de Arthur Aguillar e Rebeca Freitas no Poder 360: https://www.poder360.com.br/opiniao/saude/politicas-de-saude-a-deriva-a-importancia-do-vigitel-em-2021-escrevem-aguillar-e-freitas/

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