Global health responsibilities in a Taliban-led Afghanistan, artigo de Bhav Jain et al

10/11/2021
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A ocupação do Afeganistão pelo grupo fundamentalista Talibã representa um grande risco para a saúde pública local. O governo Talibã, como visto em sua ocupação do território afegão entre 1996 – 2001, despreza o investimento em saúde, precarizando, sobretudo, a saúde feminina. O estabelecimento do governo em meio a pandemia do covid-19 expõe a população a uma vulnerabilidade tamanha não somente ao coronavírus, mas também a condições insalubres e acesso deficiente às necessidades básicas. O seguinte artigo da Nature Medicine mostra como a ocupação do território é uma ameaça ao melhoramento dos índices de qualidade de vida do país na última década, tornando o Afeganistão um ponto delicado no qual ONGs e ajuda humanitária devem agir com cautela. Enviado por Bianca de Oliveira

Artigo de Bhav Jain, Silmar S Bajaj, Mariam Noorulhuda e Robert D Crews disponível na Nature Medicine: https://www.nature.com/articles/s41591-021-01547-8

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Marina Novaes Lopes
24 dias atrás

Como uma pessoa particularmente interessada pela temática do conflito afeção, achei extremamente necessária essa discussão sobre os riscos para a saúde global impostas pela volta do regime Talibã ao poder! A partir da leitura, é impossível fugir à reflexão do quanto que o acesso à saúde para a população local (estendendo a análise mesmo para além da questão específica da saúde feminina). Para além de todas as questões de falta de infraestrutura na área de saúde, ciência, tecnologia devido às décadas de conflito quase ininterruptos, há de se considerar ainda a questão de que o governo talibã não tem orçamento nem perto de ser suficiente para suprir as demandas de serviços públicos da população. Mesmo durante o governo de Ashraf Ghani, grande parte dos serviços de assistência social no país já eram fornecidos por organizações de ajuda humanitária e iniciativas de desenvolvimento internacional. Resta saber, agora, o quão importante será a pressão geopolítica sobre o Talibã e até que ponto a comunidade internacional permitirá que o país se afunde novamente (ou seria mais correto dizer ‘mais profundamente’?) em mais essa faceta de sua crise humanitária.

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