CIMI: Bolsonaro criou o caos político e propagou a destruição e a morte como medidas de contenção às garantias constitucionais

28 outubro 2021

CIMI: Bolsonaro criou o caos político e propagou a destruição e a morte como medidas de contenção às garantias constitucionais

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No final de 2020, Roberto Liebgott, coordenador do Conselho Indigenista Missionário apontava para a urgência da situação indígena frente à pandemia. Dentre os principais pontos de ataque à população indígena em curso, ele aponta para a paralisação total de demarcação de terras, o processo de desmonte da política de atenção à saúde indígena, a situação econômica, social e a dificuldade de persistir com as práticas cotidianas das comunidades. Liegbott destaca o que ele nomeia uma “antipolítica indigenista” de Bolsonaro, que promoveu ativamente cada vez mais “esvaziamento das ações assistenciais, comprometendo a subsistência das famílias, suas condições nutricionais de saúde e educação”. Aqui, é notável o diálogo do artigo em questão com a defesa de Deisy Ventura e Flávia Bueno de que o governo Bolsonaro agiu ativamente na promoção do vírus e na desestruturação do sistema de saúde, bem como na promoção de um teste “imunidade de rebanho”. Ainda, no artigo, Liebbott argumenta, além da configuração de genocídio dos povos, para o que ele chama de “ecocídio”: “o extermínio deliberado dos ecossistemas. ” Também é notável pensarmos que, menos de um ano depois, no dia 19 de outubro de 2021, o grupo majoritário de senadores da CPI da COVID decidiu retirar o indiciamento do presidente pelo crime de genocídio contra a população indígena pela falta de consenso. Enviado por Alexandre Gomes Gonçalves de Oliveira

Referências:

Ventura e Bueno: De líder a paria de la salud global: Brasil como laboratorio del “neoliberalismo epidemiológico” ante la Covid-19, 2021. Foro Internacional, Colegio de Mexico. Disponível em: https://forointernacional.colmex.mx/index.php/fi/article/view/2835/2760

G1: Grupo majoritário da CPI decide retirar referência a genocídio de indígenas de relatório final,, 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/10/19/grupo-majoritario-da-cpi-decide-retirar-referencia-a-genocidio-de-indigenas-de-relatorio-final.ghtml


Enviado por Alexandre Gomes Gonçalves de Oliveira


Artigo de Roberto Antonio Liebgott, publicado pelo CIMI (Conselho Indigenista Missionário) no Jornal Porantim, em Dezembro de 2020. Disponível em: https://cimi.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Porantim-431_dezembro-2020-2.pdf

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Daiane Carolina
6 meses atrás

Este trabalho da Prof Deyse e essencial, vai ficar para a historia e o genocida ira pagar por isso. Agora e uma questão de tempo

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