Catadores e carvoeiros, os trabalhos extremos em tempos de pandemia na Amazônia

10/09/2021
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Enquanto protestos resistem por todo o Brasil como recurso último de povos indígenas que reivindicam a proteção de seus direitos sobre a terra e a sobrevivência de suas culturas contra o PL-490 e sua proposta de marco temporal, a matéria de Ángel Sastre expõe o mercado crescente de trabalhos que exploram a miséria de famílias inteiras de indígenas shipibo, em Pucallpa, próximo à fronteira do Peru com o estado do Acre. Denunciando um descaso persistente que não deixa escapar nem as crianças, os relatos apresentados destacam o abandono de uma comunidade que sofreu perdas que não compreendia e continuou trabalhando onde pôde – em um depósito de lixo que não deveria existir e uma carvoaria ilegal. O texto é objetivamente dilacerante, e mesmo sob o mais ingênuo olhar seria impossível fingir que compreende um caso singular do que povos indígenas da região amazônica têm de suportar para sobreviver à negligência de diferentes governos, especialmente no período de pandemia mas não apenas nele. A morte de povos indígenas também acontece aqui, diante dos nossos olhares mais ou menos atentos, mas de forma igualmente arrastada pelo tempo. Enviado por Isabela Leiva Rosa

Notícia disponível no El País: https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-09/catadores-e-carvoeiros-os-trabalhos-extremos-em-tempos-de-pandemia-na-amazonia.html

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