Barbacena, a cidade-manicômio que sobreviveu à morte atroz de 60.000 brasileiros

11/09/2021
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“ O Holocausto Brasileiro”. Este é o apelido dado ao manicômio da cidade de Barbacena dado pelo psiquiatra italiano Franco Basaglia. Sem qualquer intenção de tratar distúrbios mentais, psicológicos e neurológicos, o famoso manicômio, criado em 1903, e que ficou conhecido como um centro de tortura pela história da medicina brasileira, tinha dentre seus pacientes pessoas sadias, mas que de alguma forma, representavam para seus idealizadores, a “escoria” da sociedade: prostitutas, homossexuais e alcoólatras. Consequentemente, muitos deles, que sequer eram atendidos por médicos, mas por guardas, desenvolvem sérios distúrbios psiquiátricos. Ademais, a localização próxima a um cemitério, é um segundo indicativo de que a intenção do chamado ‘Colônia’, não era curar pessoas. Cerca de 60.000 internos morreram de fome, frio ou diarreia durante 90 anos até o fechamento nos anos noventa. É interessante, portanto, entender a notável atuação da psiquiatra Nise da Silveira no tratamento de doenças mentais no Brasil, que propôs a humanização dos tratamentos psiquiátricos e a abolição de técnicas de tortura como cadeira elétrica. Enviado por Beatriz Lalli de Freitas

Notícia disponível no El País: https://brasil.elpais.com/brasil/2021-09-05/barbacena-a-cidade-manicomio-que-sobreviveu-a-morte-atroz-de-60000-brasileiros.html

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