A merenda escolar como provedora de saúde, artigo de Lucila Aguilar e Álvaro Chirino

27 setembro 2021

A merenda escolar como provedora de saúde, artigo de Lucila Aguilar e Álvaro Chirino

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No trabalho publicado na Revista Latinoamericana de Desarrollo Económico entitulado “Consecuencias de la ausencia del desayuno/merienda escolar: una evaluación de impacto”, os acadêmicos bolivianos realizam uma investigação quantitativa a respeito dos impactos que as refeições oferecidas diariamente nas escolas tem sobre a renda doméstica, sobre os níveis de insegurança alimentar e sobre a saúde dos estudantes, elucidando assim, os efeitos gerados pela pandemia de COVID-19 uma vez fechadas as escolas. Tendo em vista o que já foi discutido em aula, quanto aos determinantes sociais da saúde, é interessante considerar como uma iniciativa, que nem sempre tem sua relevância reconhecida, pode gerar resultados significativos não só para os alunos mas também para seus lares. 

 Apesar de os dados analisados serem restritos a quatro departamentos da Bolívia, o artigo possibilita um entendimento abrangente do que acontece na América Latina no tangente a essa temática, uma vez que os os autores realizam também uma revisão da literatura existente sobre o tema, bem como apresentam um panorama geral das iniciativas ligadas à alimentação de estudantes dentro da escola em toda a região.

Enviado por Drielly de Souza Lima

Artigo disponível em:   http://www.scielo.org.bo/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2074-47062021000100004&lng=es&nrm=iso 

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Luiza Caixeta Piazza
6 meses atrás

Muito interessante! Uma pesquisa similar foi realizada no Brasil, usando dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar de 2015, e os autores chegaram a conclusões semelhantes: o Programa Nacional de Alimentação Escolar promove uma alimentação mais saudável dentre os jovens brasileiros, configurando uma política importante de promoção de saúde (BOKLIS-BERER et al., 2021).

Frente ao cenário absurdo de insegurança alimentar que vivemos hoje no Brasil, conforme ressaltado por colegas em outros posts (https://saudeglobal.org/inseguranca-alimentar-cresce-no-pais-e-aumenta-vulnerabilidade-a-covid-19/), seria esperado que programas como esse fossem fortalecidos e adaptados ao contexto da pandemia e distanciamento social. As adaptações realizadas, porém, não foram suficientes e 40 milhões de crianças perderam acesso às refeições que recebiam na rede pública de ensino (GIFE, 2021). Em função disso, inclusive, foi lançado no início de 2021 um Observatório da Alimentação Escolar (https://alimentacaoescolar.org.br/), para que a sociedade civil consiga estar mais atenta às condições de implementação dessa política tão importante, que é um marco em termos de saúde, educação e direitos humanos. Vale muito a pena dar uma olhada no material do site.

Referências

BOKLIS-BERER, Mirena et al. School meals consumption is associated with a better diet quality of Brazilian adolescents: results from the PeNSE 2015 survey. Public Health Nutrition, p. 1-9, 2021. https://doi.org/10.1017/S1368980021003207

GIFE. Sociedade civil cria Observatório da Alimentação Escolar para defender política pública nacional no tema. 01 mar. 2021. Disponível em: <https://gife.org.br/sociedade-civil-cria-observatorio-da-alimentacao-escolar-para-defender-politica-publica-nacional-no-tema/&gt;. Acesso em: 16 nov. 2021.

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