Como covid-19 deve acelerar epidemia de demência no mundo

02/09/2021
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Em reportagem para a BBC Brasil, a jornalista Mônica Vasconcelos aponta para um importante dano colateral advindo da pandemia de Covid-19: a exposição da população idosa à demência. Junto ao neurologista Fábio Porto, especialista na doença, é feito um alerta à vulnerabilidade em que se encontram os idosos em decorrência do isolamento social. “Tem sido muito amargo para os idosos. Eu trabalho com idosos. E existe uma coisa que o idoso tem em menor quantidade: são as reservas cognitivas.” A jornalista explica que a “reserva cognitiva” se assemelha a um banco de dados, em que se armazenam os recursos que serão utilizados para “resistir quando uma doença degenerativa se instala no nosso cérebro”. Devido ao fato de essas reservas serem mais frágeis nessa faixa etária, o isolamento social – e a consequente interrupção de atividades ligadas à saúde mental no geral (exercícios, esportes, práticas de convívio social) – surge como um potencial acelerador do desenvolvimento da demência. “Um fator desencadeante, uma agressão como a covid, é o empurrãozinho que faltava para a pessoa despencar.” A atenção a esta questão se faz pertinente visto que já vivemos uma epidemia de demência atualmente, que pode ser potencializada pelas condições de isolamento citadas na matéria. Enviado por Victor Ferreira Caruzzo

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-58312525

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Bianca Barreto
14 dias atrás

Reportagem extremamente impactante!
Surreal pensar que dois anos podem ocasionar danos irreversíveis a população idosa.

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