Quase um bilhão de pessoas serão vacinadas contra a febre amarela na África até 2026

Material enviado e comentado por Daniela Ferreira Gomes de Matos (graduanda do IRI/USP)

Notícia publicada no portal da Organização Panamericana da Saúde (OPS) anuncia uma campanha de vacinação contra a febre amarela que visa atingir quase 1 bilhão de pessoas em 27 países africanos de alto risco até 2026. Essa iniciativa faz parte da Eliminate Yellow fever Epidemics (EYE) na África, lançada na última terça-feira (10) pelo diretor-geral da OMS e parceiros em uma reunião regional em Abuja, Nigéria.

A África se encontra particularmente vulnerável no cenário mundial de aumento de risco de surtos de febre amarela. A matéria aborda, inclusive, o caso vivido no Brasil, que, segundo o Ministério da Saúde, ocasionou 328 mortes e 1.127 casos confirmados da doença entre 1º de julho de 2017 e 3 de abril deste ano.

Para ser bem sucedida, a estratégia visa proteger as populações em risco por meio de campanhas preventivas de vacinação em massa e programas de imunização de rotina, impedindo a disseminação internacional e contendo epidemias rapidamente, além de desenvolver uma forte vigilância com redes laboratoriais. Como experiência exitosa desse modelo, a África Ocidental é mencionada: nenhuma epidemia de febre amarela foi registrada desde o início dos anos 2000 em países que implementaram a abordagem corretamente.

Por fim, alguns dos parceiros da estratégia são: GAVI – the Vaccine Alliance, parceria público-privada na qual estão a OMS, UNICEF, o Banco Mundial, a Fundação Bill & Melinda Gates, entre outros; Bio Manguinhos, a unidade da Fiocruz responsável por, entre outros, produzir vacinas visando atender as demandas da saúde pública nacional; e ExxonMobil, uma multinacional de petróleo e gás dos Estados Unidos.

A importância de destacar alguns desses parceiros reside no fato de que, ao constatar a diferente natureza da atuação dos atores públicos e privados participantes, é fundamental refletir sobre os interesses particulares envolvidos nessa ação. No caso da Fundação Bill & Melinda Gates, por exemplo, observa-se um grande investimento em pesquisa, desenvolvimento e fornecimento de vacinas para os países mais pobres do mundo, ações desenvolvidas dentro da lógica do filantrocapitalismo nos últimos anos.

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