Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco: uma nova perspectiva para o monitoramento da interferência da indústria nas políticas de controle do tabaco no Brasil e no mundo – Cadernos de Saúde Pública

Cadernos de Saúde Pública, 33, Suplemento 3 – De Silvana Rubano Barretto Turci, Alex Medeiros, Daniel da Costa e Silva Carvalho, Tania Maria Cavalcante, Stella Aguinaga Bialous, Paula Johns, Vera Luiza da Costa e Silva

(…) Embora a necessidade de enfrentamento das táticas da indústria fumageira para criar obstáculos ao controle do tabaco esteja prevista no tratado desde sua concepção, a definição de estratégias para que os governos se defendam da indústria vem se conformando gradualmente. (…) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, em março de 2016, o Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco como parte de um projeto global promovido pelo Secretariado da CQCT-OMS e destinado a estabelecer uma plataforma internacional que sirva de sentinela das atividades da indústria fumageira. Esse é o primeiro Observatório estabelecido em uma instituição pública de pesquisa e tem como objetivo monitorar, analisar e divulgar as atividades da indústria do tabaco e seus impactos no Brasil. Também é sua missão subsidiar estrategicamente a Política Nacional de Controle do Tabaco no país 8. Essa plataforma on-line foi idealizada a partir do modelo de software livre e gratuito wiki, o mesmo utilizado no website(http://www.tobaccotactics.org). (…) Baseado nas categorias estabelecidas pela OMS 9,11, o Observatório da Fiocruz é organizado de acordo com as táticas utilizadas pela indústria do tabaco para se contrapor às políticas de controle do tabaco, ou seja, são agrupadas didaticamente em seis categorias: (1) realização de manobras por parte das empresas fumageiras para se apropriar de processos políticos e legislativos; (2) superestimação da importância da indústria do tabaco para o desenvolvimento econômico do país; (3) manipulação da opinião pública para obtenção de respeitabilidade pela indústria; (4) criação de grupos de fachada para defender os interesses da indústria; (5) depreciação de pesquisas científicas com o objetivo de enfraquecer a legislação de controle do tabaco e (6) intimidação dos governos por meio de litígios ou de ameaças de litígios. Também apresenta uma seção com nomes de organizações e de pessoas ligadas, direta ou indiretamente, à indústria do tabaco, como empresas de fachada usadas para defender os seus interesses, agências de propaganda, empresas de relações públicas, sindicatos e associações pró-tabaco e pessoas como ativistas, lobistas, políticos e blogueiros pró-indústria do tabaco. (…)

Leia o texto integral do artigo.

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