Obesidade infantil e seus efeitos nocivos à saúde física e psicológica – por João Alioti

No mundo de hoje o uma alimentação saudável tem se tornado uma coisa cada vez mais rara, seja pela abundância de alimentos processados e industrializados seja pela dificuldade e custo de manter uma dieta correta. Num momento de epidemia global de obesidade, a obesidade infantil pode ser uma das faces mais nefastas deste problema, com crianças cada vez mais jovens sofrendo dos efeitos adversos de uma má alimentação e de um estilo de vida sedentário.

Pode-se inicialmente citar os efeitos adversos que o problema gera para a saúde física das crianças com alterações no colesterol, triglicérides, a hipertensão e a diabetes que quando na infância podem persistir ao longo de toda a vida da pessoa, havendo temores, inclusive, que haja uma queda na expectativa de vida dos crianças em relação a seus pais. Há casos também de fatores genéticos que acarretam no aumento de peso da criança, embora estes sejam mais raros. Mas para além da saúde física, deve-se também pontuar o impacto na saúde psicológica dessas crianças, visto que a obesidade ainda é fator gerador do bullying, ainda mais na fase escolar, o que pode gerar transtornos psicológicos naqueles que o sofrem, uma vez que acabam por conviver com insultos e xingamentos sobre sua forma física, impactando sua auto estima num período em que a criança começa a tomar consciência de si mesma e de seu corpo.

Entre as causas mais frequentes da obesidade infantil, pode-se citar o consumo excessivo de alimentos gordurosos, o sedentarismo, ansiedade e depressão. Esses fatores são muito representativos do estilo de vida moderno no qual os índices de depressão e ansiedade crescem a cada dia e se manifestam cada vez mais cedo e que um estilo de vida saudável é relegado a um segundo plano em favor de um estilo sedentário no qual não é feita a prática de exercícios físicos e os fast foods e alimentos congelados se apresentam como uma opção mais fácil e rápida. Deve-se também pontuar o papel que os pais têm na saúde dos filhos, pois o estilo de vida deles que muito provavelmente será seguido pela criança. Se os pais são sedentários e se alimentam mal, muito provavelmente o filho também o fará.

É de extrema importância que as crianças garantam hábitos de vida saudáveis desde cedo, com a participação dos pais garantindo uma dieta saudável e a realização de exercícios físicos. A garantia de uma saúde física e psicológica na infância é o primeiro passo para a manutenção destes fatores durante a vida adulta, pois a reversão de certas condições torna-se complicada com o passar do tempo. Garantir hábitos saudáveis para a população infantil significa não somente garantir uma expectativa de vida mais longeva como, mais importante, um aumento da qualidade de vida da população.

Por João Alioti, graduando da USP e aluno da disciplina Saúde Global
Bibliografia
 
 
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