Pesquisa sobre impactos negativos da imigração estava errada

A crise de imigração na Europa passou a perder espaço nas primeiras páginas dos jornais brasileiros e nas chamadas de notícias televisivas. No entanto, a instabilidade segue a atormentar a vida dos refugiados de guerra dos países árabes. No dia 30 de maio de 2017, houve mais um incidente com botes de refugiados: um barco com 34 imigrantes que tentavam chegar à Europa pegou fogo no litoral da Espanha. A barreira que as políticas internacionais estão criando para a imigração nos países Europeus são dualistas, no sentido de que há claras evidências de que a vida nos países em guerra está insustentável para aqueles que o residem, e de que são necessários planejamentos políticos e econômicos para que a vida em países estrangeiros para essas pessoas seja sustentável.

 

Porém, os ataques terroristas em países Europeus e o aumento constante do número de indivíduos abandonando a própria pátria intensifica o discurso daqueles que são contra a imigração dos refugiados. A desgastante e precária travessia dos refugiados de guerra para os países Europeus tem como consequência problemas de saúde e psicológicos para essas pessoas. De acordo com Oliveira (2016), a OMS identificou problemas de saúde mais frequentes dos refugiados que têm chegado a Europa: lesões acidentais, hipotermia, queimaduras, eventos cardiovasculares, diabetes e hipertensão. Além disso, foram apontadas complicações de mulheres grávidas em relação ao parto e à própria gestação, problemas de saúde de recém-nascidos e crianças, e problemas de saúde sexual e reprodutiva.

 

Um estudo foi realizado na Havard Kennedy School analisou o impacto salarial resultante da migração de refugiados cubanos para a Florida durante os anos 1980 para que houvesse uma argumentação em oposição à imigração dos dias atuais. A Revista Galileu publicou uma notícia que desmonta essa pesquisa, dizendo que havia um erro na base de dados dessa pesquisa que alterou profundamente os resultados apresentados, de acordo com uma outra análise, publicada um tempo depois da primeira, dirigida por Jennifer Hunt, da Universidade de Rutgers, e Michael Clemens, do Centro para Desenvolvimento Global, nos Estados Unidos.

Enviado por Letícia Takarabe

Link para a notícia: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/05/pesquisa-sobre-impactos-negativos-da-imigracao-estava-errada.html

 

Referência: DE OLIVEIRA, Ricardo, F. R. Direito à Saúde dos Refugiados – Perspectivas do Direito Português. E-pública, vol. 3, n. 1, Lisboa, Abr., 2016.

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