Outside A Clinic In Charlotte, 600 Protestors Claim Abortion Is ‘A Man’s Issue’

Em dossiê para o Huffington Post, Jenavieve Hatch reporta a situação a qual mulheres que buscam um aborto seguro em Charlotte (EUA) estão submetidas. Apesar do aborto ser um direito federalizado nos Estados Unidos, grupos pró-vida realizam diariamente protestos e pregações religiosas de forma a hostilizar mulheres que vão à clínica de aborto seguro da cidade.

A prefeitura de Charlotte concedeu autorizações sonoras – a saber, permissão para instalar microfones e outros aparelhos sonoros na frente da clínica – a grupos como o “Love Life Charlotte” (LLC), conglomerado de igrejas cristãs cujo objetivo é proibir o aborto até o fim desse ano. O fundador do grupo, Justin Reeder, defende que o aborto é uma questão masculina, sendo que os homens devem continuar a exercer seu papel de protetores e de bread-winners. Porém, tais autorizações podem se transformar em marchas ou em ações mais concretas contra as mulheres e acompanhantes que vão à clínica, sendo que é necessária a presença de voluntários para acompanhar essas mulheres em segurança até a porta do estabelecimento.

A atuação desses voluntários, somados com os que de fato atuam dentro da clínica, faz parte do florescente movimento pró-aborto em Charlotte. No entanto, os grupos anti-aborto parecem ter mais ressonância na cidade, sendo que a burocracia estatal tende a pender para o lado desses no concernente à concessão de autorizações sonoras e permissão para realizar marchas públicas. A fundadora da clínica, Calla Hales, teme que seja necessário alguma tragédia para que as atuais ameaças ao funcionamento do estabelecimento cessem.

Enviado por Vivian Kawanami

Link da notícia: http://www.huffpostbrasil.com/entry/outside-a-clinic-in-charlotte-600-protestors-claim-abortion-is-a-mans-issue_us_593c1dffe4b0c5a35c9ffe69 

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Um pensamento sobre “Outside A Clinic In Charlotte, 600 Protestors Claim Abortion Is ‘A Man’s Issue’

  1. A OMS considera a questão da igualdade de gêneros como matéria de saúde pública – este é um ótimo exemplo de como tal categorização é necessária. O machismo sempre tentou – e ainda tenta – minar a saúde das mulheres, desde a época na qual taxavam-nas de transtornadas mentalmente pelo não cumprimento de suas obrigações como filhas e esposas até hoje, com a apropriação absurda de uma questão que diz respeito somente ao corpo da mulher à pauta masculina através de uma lógica cristã deturpada. O aborto legal é um direito, devendo ser garantido e expandido universalmente para poupar a vida de milhões de mulheres que morrem dia após dia ao realizarem atos de desespero relacionados a uma gravidez indesejada.

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