O papel do SUS em ajudar cidadãos transexuais a renascer

Uma notícia publicada nos últimos dias, no Jornal Época Online, aborda como o Sistema Único de Saúde (SUS) pode contribuir com o a saúde mental e o bem-estar físico dos transexuais. Apresentada de uma forma diferente das notícias habituais, a notícia relata a vida de Ollie, um homem transgênero, Sandra e Maria Eduarda, mulheres transgênero.

O poder público precisou se organizar para conseguir colocar em prática o que compõe, hoje, o apoio oferecido aos pacientes que desejam passar por uma mudança de sexo, que pode incluir a cirurgia genital – em ambulatórios e hospitais de sete estados do país – além do acompanhamento psicológico e psiquiátrico, como informado mais precisamente a seguir:

“Em 2011, uma decisão judicial determinou que o SUS garantisse a cirurgia de transgenitalização, a mudança genital. Em 2013, uma portaria ampliou o protocolo, abrangendo o tratamento hormonal, que promove transformações corporais mais imediatas, além de atendimento com endocrinologistas, ginecologistas, angiologistas, urologistas, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas”.

Os transgêneros, de forma geral, apresentam histórias conturbadas de passagem pela adolescência e ingresso na vida adulta, com dificuldades para aceitar sua condição, confusão mental sobre o assunto e, além do mais, preconceito. Um exemplo trazido, é do início da vida adulta de Ollie, que chegou a ouvir uma manifestação de hostilidade de um colega dentro da classe, na faculdade, quando sua condição foi revelada por seu nome feminino e, depois disso, por segurança, Ollie passou a andar pelo campus da faculdade sempre na companhia de um grupo de amigos.

Porém, dentre os tratamentos utilizados para a mudança de sexo, a terapia hormonal para pode acarretar problemas de saúde para aqueles que a fazem, como o desenvolvimento de hipertensão, trombose e de neoplasias (tipos de câncer). Dessa forma, é necessário que haja um rigoroso acompanhamento médico. E, de forma paralela a terapia hormonal, o paciente, a depender de seu objetivo, pode passar por cirurgias. Comumente, homens trans buscam extração das mamas, do útero e dos ovários, enquanto mulheres trans podem obter implante de próteses mamárias e extração do pomo de adão. Todos os procedimentos são oferecidos no SUS, que faz também a redesignação de pênis para vagina desde 2008. Porém, as operações só ocorrem depois de o paciente estar inscrito no processo de transexualização na rede pública há dois anos e a cirurgia de alteração de vagina para pênis ainda não é autorizada. A principal alegação sobre a dificuldade de expansão do programa oferecido pelo SUS é a crise fiscal da União.

Enviado por Nathália Saffioti Rezende

Fonte da notícia: http://epoca.globo.com/saude/noticia/2017/06/o-papel-do-sus-em-ajudar-cidadaos-transexuais-renascer.html

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s