Vacina experimental contra o Ebola é aprovada para uso em surto na República Democrática do Congo

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Foi aprovado no dia 29 de maio, pelos conselhos de revisão de normas e ética da República Democrática do Congo (RDC), o uso de uma vacina experimental para o Ebola, a fim combater o surto do vírus. Se for decidida a implantação da vacina, as doses serão disponibilizadas àqueles que correm maiores riscos de contrair a doença, sobretudo por viverem próximos ao epicentro da doença. Existem cerca de 300 mil doses de vacina disponíveis, devido a um acordo concluído em 2016 entre a organização internacional Gavi Vaccine Alliance e a Merck, empresa farmacêutica que fabrica a vacina, chamada de rVSV-ZEBOV.

Segundo Marie-Paule Kieny, diretora-geral assistente dos sistemas de saúde e inovação, na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra, Suíça, as incertezas em relação à magnitude do foco, em Likati, uma parte remota da província de Bas-Uélé, implicam que as autoridades congolesas e a OMS devem determinar se o pequeno número de casos confirmados justifica o custo e a complexidade logística que vem com a implantação da vacina. Foram confirmados apenas dois casos da doença desde que funcionários do Estado congolês começaram a receber relatos de pessoas com sintomas semelhantes ao Ebola, no final de abril. Até a última atualização da OMS, datada de 28 de maio, foram registados 17 casos suspeitos na RDC aguardando um diagnóstico.

 

Link para a notícia: http://www.nature.com/news/ebola-vaccine-approved-for-use-in-ongoing-outbreak-1.22024

 

Enviado por Thiago Ferreira Vieira.

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Um pensamento sobre “Vacina experimental contra o Ebola é aprovada para uso em surto na República Democrática do Congo

  1. Sempre que leio notícias assim penso o quão sem escrúpulos é o capitalismo. O vírus do Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, em território que viria a ser a própria RDC, e desde então, surtos foram relatados na África. O ministro da saúde da RDC, Oly Ilunga Kalenga, disse que esse é o oitavo surto de ebola que o país enfrenta. O fato de a vacina rVSV ZEBOV, ainda em fase experimental, só ter sido desenvolvida quando se tornou financeiramente interessante para a indústria farmacêutica, isto é, quando o vírus saiu do lugar onde historicamente esteve confinado e atingiu pessoas de países ricos, explicita a completa ausência de ética do nosso sistema de produção.

    Além disso, a ocorrência de tantos surtos da doença no país é sintomático da existência de determinantes estruturais que, por diversas razões, não estão sendo repensados e enfrentados pelo Estado e pela comunidade internacional.

    Sobre a situação atual do ebola no país, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma página dedicada a publicação de relatórios sobre a evolução da doença: http://www.afro.who.int/en/ebola/ebola-situation-reports.html o último relatório, de 15 de junho, informa que desde que o surto foi notificado à OMS, em 11 de maio, há um total de cinco casos confirmados e três prováveis, três casos confirmados a mais desde 30 de maio, quando essa notícia foi publicada. Além disso, o relatório mudou a avaliação do risco de propagação nacional para ‘moderado’ devido a rápida mobilização de um time de resposta e avaliou como baixa a possibilidade de propagação regional e internacional, uma vez que ainda nenhum caso foi relatado fora de Likati, sendo que a área é bastante remota e o acesso a ela é bastante limitado.

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