Cortes em verba hospitalar e demolições na Cracolândia mostram o que Doria entende por Saúde Pública

cracvb-1495653064-1000x608O novo prefeito da maior metrópole do hemisfério sul parece ignorar que a questão do uso de drogas deve ser tratada como questão de saúde pública e não de segurança. O “prefeito-gestor”, cujas habilidades em gerir empresas são cantadas em prosa e verso por uma igualmente habilidosa equipe de marketing, parece ignorar que o caminho para o bem-estar de uma população passa pela promoção da saúde, o que envolve de políticas de inclusão. Estigmatizar e marginalizar dependentes químicos através de internação compulsória e tratar da questão das drogas como uma “guerra”, como bem escreveu a colega Juliana Caires neste post, pode até garantir várias “curtidas” e “compartilhamentos” para a “gestão-instagram”, mas está longe de garantir a promoção de direitos e o respeito à dignidade dessas pessas que já vivem numa situação de extrema vulnerabilidade social.

Link para a notícia: https://theintercept.com/2017/05/24/cortes-em-verba-hospitalar-e-demolicoes-na-cracolandia-mostram-o-que-doria-entende-por-saude-publica/

 

Enviado por Daniel Almeida.

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Um pensamento sobre “Cortes em verba hospitalar e demolições na Cracolândia mostram o que Doria entende por Saúde Pública

  1. Concordo com você, Daniel. E acho que o grande ponto aqui é que a estratégia adotada pela prefeitura não tá funcionando: a população que frequentava a antiga cracolândia só está se deslocando por outros pontos do bairro (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/cracolandia-se-expandiu-da-luz-para-mais-7-bairros-de-sp-e-pode-aumentar-diz-mp.ghtml; http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/06/1894989-usuarios-de-droga-deixam-praca-conhecida-como-nova-cracolandia.shtml, http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/06/1895067-pm-e-guardas-cercam-novo-ponto-de-concentracao-de-usuarios-de-crack.shtml). As medidas truculentas de Doria, além de tratar a questão das drogas de maneira primitiva, sem estudo, sem debate, envolvendo majoritariamente a força policial e, como você disse, uma equipe de marketing muito bem-preparada para fazer a campanha higienista da gestão, visam a trazer uma falsa sensação de que “algo está sendo feito”. Não surpreendentemente, visam a suprimir a possibilidade de debate sobre a dependência química que acomete justamente a população mais vulnerável da cidade.
    E o que mais me choca é que o prefeito teve a pachorra de negar que está usando a “limpeza diária” feita nos pontos de concentração de usuários como meio de dispersar a população que ali se encontra. É o higienismo nu e cru dessa gestão.

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