Consumo de álcool aumenta 43,5% no Brasil em dez anos, afirma OMS

 

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A OMS divulgou dados apontando para um incremento de 43,5% no consumo de álcool no Brasil, no transcurso da última década. A taxa anual per capita elevou-se de 6,2 para 8,9 litros de álcool puro, fazendo o Brasil ocupar a posição de número 49 entre os 193 países avaliados – a média mundial é de 6,4 litros ao ano por habitante. Os estudos realizados indicam que 5,9% de todas as mortes no mundo estejam relacionadas ao consumo de álcool e também que, na população com idades entre 20 e 39 anos, esse percentual sobe para 25%. Os números são importantes e não podem, de nenhum modo, ser negligenciados.
No Brasil, observa-se que as políticas públicas visando esclarecer e alertar sobre os problemas relacionados ao consumo de álcool e objetivando a redução de seu consumo são consideravelmente tímidas. Por outro lado, bastante na contramão do que seria desejável, há investimentos notáveis em propaganda de bebidas alcoólicas pela indústria desses produtos. O governo empreendeu ações louváveis e bem sucedidas contra o tabagismo, por exemplo, o que indica que alguma atenção mais sólida em relação ao alcoolismo poderia também ter efeitos relevantes.

Link para a notícia: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2017/05/20/consumo-de-alcool-aumenta-435-no-brasil-em-dez-anos-afirma-oms.htm

 

Enviado por Marcelo Caldeira Barbosa.

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2 pensamentos sobre “Consumo de álcool aumenta 43,5% no Brasil em dez anos, afirma OMS

  1. Oi Marcelo, achei bem legal você se atentar a essa notícia para ser publicada no blog. Além disso, acho legal destacar a incidência do consumo de álcool na adolescência e o quanto esse número vêm crescendo, uma vez que os jovens representam a faixa social mais envolvida com problemas relacionados ao álcool.

    Gostaria de compartilhar também dois links relacionados com esse tema:

    O primeiro é um artigo sobre o uso de bebidas entre adolescentes, que avalia a incidência do uso dessa droga entre jovens na Feira de Santana, Bahia. Além disso, o estudo compara com resultados de outros artigos, relacionados até com jovens universitários, e considera que a adolescência é a fase da vida de maior vulnerabilidade e exposição ao uso e abuso de substâncias psicoativas, uma vez que o adolescente está em processo de desenvolvimento biopsicossocial e apresenta imaturidade emocional para avaliar o comportamento de risco e as consequências de suas ações.
    Link para o artigo: http://inseer.ibict.br/rbsp/index.php/rbsp/article/viewFile/1217/pdf_535.

    O segundo é um vídeo do “Profissão Repórter”, quadro da TV Globo, sobre o consumo abusivo de álcool entre adolescentes no Brasil, e, achei interessante pois focaram principalmente em jovens universitários durante a reportagem. O vídeo não é tão atual, mas acredito que ainda relata a realidade vigente.
    Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OgYH8x1yKfQ.

    Abraços,

  2. É crucial que os problemas relacionados ao consumo de álcool passem a ser abordados como questões de saúde pública, ao passo que afetam diretamente tanto usuários, como potenciais vítimas dos efeitos causados pela droga. Como você colocou muito bem, essa tratamento diferenciado por parte da sociedade brasileira para com o consumo de álcool, em relação ao uso de outras drogas, está relacionado a interesses econômicos de agentes privados que, por meio do investimento em publicidade, podem ser considerados um dos responsáveis pelo aumento exorbitante no consumo de álcool no Brasil. Uma possível abordagem, semelhante a relativa ao consumo de outras drogas, ou seja, o reconhecimento da ilicitude do uso dessas não aparece como uma solução efetiva, ao observarmos empiricamente que diversos outras problemáticas se originam por meio da criminalização. Segundo cientista político e antropólogo Luiz Eduardo Soares, em entrevista para a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/30937): “O acesso às drogas está se ocorrendo sem nenhum tipo de disciplina ou controle. As misturas químicas e associações geram novos nichos de mercado que causam graves consequências, como é o caso do crack. O usuário não tem nenhuma informação sobre o que está sendo consumido, pois grande parte desses produtos não tem nenhum controle de qualidade. Não se pode prevenir ou planejar o seu consumo, e o consumidor não é apoiado nem recebe nenhum tipo de orientação ou acompanhamento que possa reduzir os danos provenientes de abuso. A suposta proibição existente hoje é equivocada do ponto de vista dos seus efeitos: ela existe apenas formalmente, o que não inviabiliza o acesso às drogas.”. Essa perspectiva sugere uma visão transversal a cerca da questão das drogas no país, que não pode ser observado somente da perspectiva do consumidor, mas também da venda, da legislação relativa a ela e dos grupos de interesse envolvidos.
    Fica evidente, portanto, que a principal questão que permeia os altos índices de consumo de álcool no Brasil está na necessidade de uma melhor abordagem por outros vieses, tanto qualitativa como quantitativamente. Iniciativas que visem de promoção da educação a cerca do consumo de drogas se fazem necessárias, o que não apenas tangencie questões éticas e morais, mas também relacionadas a saúde e a seus impactos para a sociedade.

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