A era da auto destruição

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Diante da repercussão em torno da série 13 Reasons Why da Netflix (que já foi objeto de postagem no blog) e do jogo Baleia Azul, a edição do mês de Maio da Revista Galileu retrata o suicídio. A importância de abordar o assunto surge de evidências de que o suicídio cresceu de forma alarmante nos últimos anos, atualmente ocupando a 16ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde de doenças que mais matam no mundo. O Brasil seria um exemplo dessa tendência, como demonstram os dados do Mapa da Violência 2014, a taxa de suicídio de jovens com idade entre 10 e 14 anos aumentou 40% no país nos últimos 10 anos.

Especialistas apontam diversas causas para esse aumento: o consumo de álcool aliado à depressão, o aumento da pressão sobre os jovens diante de um estilo de vida perfeccionista, o cyberbulling e a estigmatização de doenças psíquicas. Das causas apresentadas, nos surpreende os dados que relacionam etnia e suicídio. No Brasil, a cidade que ocupa a primeira posição do ranking de suicídios, com taxa dez vezes acima da média nacional, chama-se São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Segundo o artigo, os índios entraram numa espécie de processo de extinção voluntária. Nos últimos 10 anos, o suicídio entre jovens no Amazonas cresceu 134%, e a situação é parecida em outros estados do Norte, como Acre e Rondônia, que viram dobrar suas taxas de suicídios. Tendência que não é registrada apenas no Brasil. Nos Estados Unidos, os jovens nativos com idade entre 15 e 24 anos se suicidam 3,3 vezes mais do que o restante dos norte-americanos. Já entre os indígenas Inuit do Canadá o índice de suicídio é 11 vezes maior do que a média nacional.

Essa realidade estaria atrelada a conflitos de terra, questões culturais e abuso de álcool, o que evidencia como questões sociais afetam a saúde dos indivíduos. A fim de fazer uma análise crítica do fenômeno, cabe relembrar que conflitos de terra são historicamente comuns no Brasil, como ressalta o confronto recente entre índios e fazendeiros no Maranhão, e que os grandes latifúndios ainda caracterizam a distribuição de terras nacionais.

Link para a notícia: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2014/11/era-da-auto-destruicao.html 

Enviado por Cristiane Pereira.

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