Instagram é a pior rede para a saúde mental dos adolescentes

instagram

Um estudo realizado pela Real Sociedade de Saúde Pública do Reino Unido e pela Universidade de Cambridge analisou a influência das redes sociais mais utilizadas entre os jovens e atribuiu ao Instagram o título de pior plataforma digital para a saúde mental desse público. A análise foi feita a partir de 1.500 usuários de 14 a 24 anos das redes sociais, entre 13 de fevereiro a 8 de maio.

Segundo o estudo, o aplicativo estimula comparações com imagens irreais e distorcidas, prejudica a auto-estima, promove o cyberbullying e compromete as noites de sono. Atrás do Instragram estariam o Snapchat, o Facebook e o Twitter. A diretora da Real Society, Shirley Cramer, afirma: “Plataformas que deveriam ajudar os jovens a se conectar uns com os outros podem, na verdade, estar alimentando uma crise de saúde mental.”.

As instituições responsáveis pela pesquisa sugerem mudanças por parte dessas empresas: alertas de “uso exagerado/intenso”, criação de mecanismos capazes de identificar usuários com uma saúde mental debilitada e, por fim, avisos que indiquem quando uma foto foi digitalmente editada.

O Youtube teve avaliação positiva no estudo no que se refere ao impacto sobre os jovens britânicos, devido à possibilidade que o aplicativo oferece, por meio de vídeos, de compartilhamento de experiências, o que é essencial nessa idade. É preciso que essas redes conscientizem-se do imenso poder que exercem na vida dos jovens e que atuem de maneira responsável, fomentando canais de comunicação para debates e trocas de ideias, além de criar ferramentas que atuem contrariamente ao cyberbullying.

Link para a matéria completa: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/19/tecnologia/1495189858_566160.html

 

Enviado por Victor Pavarin Tavares.

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7 pensamentos sobre “Instagram é a pior rede para a saúde mental dos adolescentes

  1. Muito interessante a matéria! De fato, acho que nós (jovens, que fazemos uso das redes sociais de maneira extensiva) ainda debatemos muito pouco esse tema, ainda que elas sejam uma parte importantíssima de nossas vidas, tomando grande parte de nosso tempo diário. Creio que na maior parte das vezes apenas aceitamos a existência dessa forma de sociabilidade e não consideramos muito a existência de impactos de grande magnitude em nossa saúde mental.
    Este texto me lembrou de um artigo de opinião que li há pouco tempo no NYTimes, chamado “Don’t Let Facebook Make You Miserable” (https://www.nytimes.com/2017/05/06/opinion/sunday/dont-let-facebook-make-you-miserable.html?_r=0 ) . Nele, o autor reflete sobre pesquisas recentes (de diversas fontes: universidades, ONGs e as próprias empresas de redes sociais) que apoiam a percepção que muitos de nós já nos deparamos em algum momento: aquilo que se publica nas redes sociais muitas vezes não reflete com precisão o mundo real. Uma pesquisa no Spotify (aplicativo de streaming de música), por exemplo, apontou que homens e mulheres têm gostos similares no que diz respeito à música (os dois gêneros compartilham a maior parte dos artistas mais ouvidos); entretanto, no facebook, homens raramente expressam sua preferência por artistas associadas socialmente à feminilidade (resultando numa distorção entre o que os homens realmente escutam e o que dizem que escutam).
    Esse debate é de extrema importância, haja visto os índices crescentes de transtornos de ansiedade e depressão encontrados em jovens do mundo todo. Em uma parte importante destes casos, já se discute a relação entre os distúrbios psicológicos e o uso intenso de redes sociais.

  2. Oi Victor, muito boa a atenção a essa notícia. Sou estudante de Nutrição, e em uma das minhas disciplinas estamos discutindo a visão do indivíduo sobre seu próprio corpo, sendo um dos nossos temas “corpo e mídia”. É interessante notar o quanto a mídia interfere na sua percepção sobre seu próprio corpo, seja através de redes sociais, como o instagram e os blogs “fitness”, seja pelo meio impresso, como as revistas de emagrecimento e estilos de vida “saudáveis”. As blogueiras “fitness” são muito influenciadoras nesse campo social, e por meio dessas mídias, conseguem interferir na vida de muitas pessoas, principalmente mulheres, alegando que é fácil emagrecer e que tudo o que você precisa é de um pouco de “força de vontade” para fazer acontecer, desconsiderando todos os aspectos sociais e culturais que essa pessoa está inserida.
    Queria compartilhar um vídeo que achei muito bom, que é uma versão não oficial do clipe da música “Love on the Brain” da cantora Rihanna, e que aborda esse tema de uma forma informal, mas conscientizadora.
    Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=z7i5qS5nCAA.

    Abraços,

  3. Victor, o Instagram é apenas uma das mídias sociais que vem acabendo com nossa saúde mental. Já assisti vídeos para pessoas ansiosas e depressivas sobre como usar Facebook e Instagram de forma a não acabar com seu tempo útil e não te tornar uma pessoa infeliz. Os motivos são obvios, estamos constantemente vendo uns aos outros apenas em momentos de pura felicidade e certo grau de falsidade à distancia e métricas como likes e comentários viraram parâmetros de felicidade, popularidade e amor por uma pessoa. A questão não é pararmos de usar essas mídias, mas programarmos a utiliza-las apenas em alguns poucos momentos do dia, seguindo pessoas que realmente vão nos fazer bem mentalmente e utilizando todas essas ferramentos como instrumentos que nos ajudem a interagir, não como instrumentos que nos julguem e que nos escravizem, inclusive podendo ser gatilhos para ansiedade e depressão.
    O instagram escracha todos os aspectos negativos da sociedade do espetáculo, efêmera, bombardeada de publicações para todos os cantos. Começarmos a estudar a forma com essas novas mídias sociais estão interagindo conosco é fundamental para entendermos seu papel e termos uma melhor relação saudável com as mesmas

    • Oi, Daniel! Conforme a notícia, o estudo salienta que outras plataformas digitais são também nocivas à saúde mental. Aponta-se que o Instagram seria o mais prejudicial, mas que logo atrás estariam Snapchat (recebeu notas quase tão negativas quanto o primeiro), Facebook e Twitter. O Youtube foi o único, dentre as mídias sociais mais acessadas pelos jovens, a receber avaliação positiva, embora também ofereça riscos.
      É realmente fundamental utilizar essas plataformas como instrumentos de uma interação saudável. Deixo registrado um trecho do relatório, mencionado na notícia: “Ser adolescente já é suficientemente difícil, mas as pressões que os jovens enfrentam on-line são sem dúvida exclusivas desta geração digital. É de vital importância intervirmos impondo medidas preventivas”.

  4. Concordo plenamente com o que foi dito pelo Henrique e pela Letícia, principalmente, porque também sou estudante de nutrição e sei que, como relatado na notícia em questão, “o Instagram leva facilmente meninas e mulheres a sentirem que se seus corpos não são suficientemente bons”. Além disso, em uma aula que tive ontem, discutimos que muitas pessoas são consideradas com um “corpo saudável” pela sociedade em geral, apresentando um baixíssimo IMC ou percentual de gordura e, através das redes sociais, fazem com que seguidores do Instagram, por exemplo, busquem obter o mesmo estilo de vida para alcançar a mesma “saudabilidade” e estética. Porém, o que pouca gente sabe, é que um IMC baixo pode apresentar o mesmo risco de mortalidade que um IMC alto, sendo que o IMC com o menor risco de mortalidade está em torno de 27kg/m², que classifica a população em geral como sobrepeso. Ou seja, o que consideramos saudável e belo? Onde está a saúde? Em um corpo necessariamente magro e venerado nas redes sociais, buscado nos dias de hoje? É extremamente necessário pensar no modo em que essas mídias e redes sociais influenciam na vida da população leiga, e, principalmente, nos jovens, que estão expostos constantemente à isso e podem desencadear doenças mentais, como trouxe na notícia, principalmente, transtornos alimentares. Porém, tenho esperanças que as características positivas dessas redes aumentem sua influência sobre a vida da sociedade. Pois, até mesmo o próprio Instagram, apresenta perfis que buscam disseminar uma ideia correta de todos os temas abordados e sobre o modo que os corpos e vidas alheias são vistos e copiados e é preciso que esses perfis aumentem e atinja um maior número de pessoas. Um exemplo que trago, extremamente relacionado com doenças mentais, é um perfil do Jogo “Baleia Rosa” que surgiu em resposta ao jogo “Baleia Azul”, já tratado no blog, que apresenta desafios em cada post no Instagram na busca de “provar que a internet pode ser usada para viralizar o bem”. Essa iniciativa é apoiada pelo Centro de Valorização à Vida. E, para perceberem os ideias que esse novo Jogo e novo perfil apresentam, fiz um recorte da tarefa de número 44 que é “elogie alguém que sofre bullying” que pode ser acessado no link: https://www.instagram.com/p/BTbP2rShtlz/.

  5. Na era digital vivida hoje a população mais jovem da uso ostensivo das redes sociais muitas vezes sem medir como isso influi na sua qualidade de vida. Os estudos são inúmeros demonstrando como o uso dos celulares da forma feita hoje afeta nossas capacidades cognitivas, diminui a concentração, afeta a qualidade do sono e etc. A questão do Instagram é simbólica de como as redes sociais tem um lado sombrio na formação e no desenvolvimento dos adolescentes uma vez que nesse período da vida a pessoa forma sua identidade e passa por um processo de reconhecimento de si mesma muito grande, questionando características suas que a desagradam e reforçando aquelas que consideram próprias da sua personalidade.
    Nesse sentido, uma rede social voltada para a postagem de fotos e utilizada por empresas e pessoas para promoção de produtos e marcas acaba por levar uma ou um adolescente que ainda não trata daquele conteúdo com um senso mais crítico a aceitar os padrões e modelos ali colocados como os ideais a serem atingidos e, a partir daí, começar a se auto questionar por não pertencer àquela realidade (que na maioria dos casos não representa a verdade). Num período tão instável da vida das pessoas como a adolescência, facilmente tais questões acabam por afetar a saúde mental dos jovens usuários desse aplicativo.

  6. Olá Victor, ótimo post! Acredito que trás a tona uma questão bastante relevante sobre como o uso de redes sociais vem impactando nosso dia a dia e como ainda não foi possível dimensionar quão profundo esse impacto é. Chama a minha atenção como as redes sociais estão investindo cada vez mais em conteúdos de imagem, como vídeos e fotos, a mensagem chega direta e é mais rápida e com isso é capaz de apresentar reproduzir e criar padrões em grande escala. Para todos nós e em especial para as pessoas mais jovens, é uma massiva quantidade de informações que é difícil de ser digerida e analisada com profundidade. Tudo isso favorece o surgimento de problemas de ansiedade, pelo imediatismo e pela avalanche de postagens. Além disso as representações da realidade presentes em redes como o Instagram, quando não percebidas como muitas vezes inatingíveis podem ter consequências graves, quando tratamos de problemas de saúde mental como a depressão e a ansiedade

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