“ ‘Patient zero’: The misunderstood stories of how disease spreads ” – CNN

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Num contexto onde a saúde global e o combate a epidemias e a ganham uma certa centralidade no debate internacional, ainda existe uma confusão sobre como uma doenças se espalha. Nesse sentido, a CNN divulgou em novembro do ano passado (atualizada em 10/04/2017), uma reportagem que analisa o papel dos pacientes-zero, o primeiro caso de uma doença observado ou enviado à autoridade sanitária, usualmente responsabilizados pelos surtos.

A partir da opinião de cientistas e da análise de diversos casos index — Mary Mallon e a febre tifoide no início dos anos 1900s; Gaëtan Dugas e o HIV; e os surtos de SARS e de Gripe Aviária (H5N1) em 2003, de Gripe H1N1 em 2009, do Ebola em 2014 e de MERS em 2015 — a reportagem conclui que a história de doenças infecciosas não é clara o suficiente para apontar sempre um responsável pelo começo de um surto. Além disso o termo paciente-zero insinua que alguém é responsável por uma epidemia, o que seria inapropriado uma vez que na maioria dos casos não existe nenhuma intencionalidade do paciente.

Link para a notícia: <http://edition.cnn.com/2016/11/08/health/patient-zero-history-super-spreaders/index.html>

Enviado por Lucas Vaqueiro

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Um pensamento sobre ““ ‘Patient zero’: The misunderstood stories of how disease spreads ” – CNN

  1. A forma de abordagem adotada nessa matéria é fascinante . A descrição concisa de sucessivas epidemias de grande impacto histórico me remeteu à primeira aula de nosso curso na qual analisamos a obra “ A Peste” de Albert Camus. É impressionante o impacto que uma epidemia gera na sociedade como um todo, pondo em jogo valores religiosos, econômicos, morais, entre outros. Especificamente com relação aos chamados “ pacientes zero”, é curioso notar a tendência social de busca por um culpado, desencadeando assim um processo de securitização no qual as pessoas acometidas por uma enfermidade infecciosa são tomadas como uma ameaça, uma espécie de personificação da própria doença. Apesar de os momentos históricos serem diferentes, bem como as regiões de maior foco epidêmico, observa-se que a culpabilização dos indivíduos infectados é um traço comum a todas as epidemias apresentadas.

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