Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde

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No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente define lista de vacinas obrigatórias à imunização de crianças e adolescentes e cabe aos pais e/ou responsáveis a colaboração com o programa de vacinação. Caso seja constatada atitude de não cumprimento dessa imunização, os pais podem ser responsabilizados civil e criminalmente, segundo Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infantojuvenis da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Segundo a matéria publicada pelo Estadão, o Ministério da Saúde tem se preocupado com o crescimento de grupos antivacinação no Brasil, que declaram não vacinar filhos devido a supostos efeitos colaterais da imunização. A maioria dessas pessoas se reúne em grupos de redes sociais e se baseiam em notícias sem cunho científico para tomada dessa decisão, que já tem impactado em uma menor cobertura de imunizantes oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A notícia também destaca o impacto que movimentos como estes já tiveram em outras regiões, como a Europa, o que culminou em um surto de sarampo recente. O risco da baixa imunização não é apenas individual, como também de saúde pública, aumentando a exposição da doença socialmente.

É importante que se discuta a real necessidade de vacinação e também refletir quanto ao lobby da indústria farmacêutica na ampliação de vacinações em alguns casos. No caso do recente surto de febre amarela, a ampla divulgação do episódio pode ter levado a certa ‘histeria’ em busca da vacina mesmo por grupos para os quais não havia risco real de contaminação ou qualquer recomendação. Contudo, a supressão da imunização de certas doenças que já se encontram controladas e cujas reações são previstas (mas muito menos perigosas do que a contração da doença em si) pode gerar consequências, inclusive a eclosão de novos surtos, que configuram problema de saúde pública.

Link para a notícia: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,grupos-contrarios-a-vacinacao-avancam-no-pais-e-preocupam-ministerio-da-saude,70001800099

 

Enviado por Jéssica Vaitanan.

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Um pensamento sobre “Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde

  1. O tema abordado pela notícia é muito interessante. Pessoalmente, não tinha conhecimento sobre este fenômeno atual de crescimento de grupos contrários à vacinação. Ao ler o título da matéria, imediatamente relacionei-a à Revolta da Vacina ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro, quando populares se insurgiram contra a campanha de vacinação dirigida pelo sanitarista Oswaldo Cruz, pelo prefeito Pereira Passos e pelo presidente Rodrigues Alves. Segundo relatos históricos, a campanha em 1904 teria se dado de forma obrigatória e autoritária, sem que a população fosse devidamente informada a respeito dos motivos e consequências do processo de imunização por vacina. Hoje, o acesso à informação é certamente muito mais amplo do que no início do século XX, sendo que além da divulgação promovida pelo setor público acerca da importância da vacinação, os particulares dispõem de meios para se informarem por conta própria, como por exemplo sites de saúde cientificamente confiáveis. Ainda assim, esses grupos optam pela não imunização pautando-se em informações sem embasamento científico e sem sopesar que a infecção por um agente etiológico tem consequências muito mais graves, tanto para a pessoa infectada quanto para a saúde pública como um todo, do que os eventuais efeitos colaterais advindos da vacinação.

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