Como o aquecimento global pode ”acordar” doenças dormentes

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No início deste mês, a BBC publicou esta interessante matéria traçando um paralelo entre o aquecimento global e seus efeitos com uma possível ameaça à saúde global: o ”redespertar” de bactérias e vírus adormecidos por milhares de anos no gelo. E essa ameaça está aparentemente mais próxima do que pensamos: um garoto de 12 anos morreu e dezenas de moradores de uma península no Círculo Ártico foram hospitalizados por conta de uma infecção por antrax, provavelmente provinda do cadáver de um alce morto por antrax há 75 anos que recentemente fora descongelado por conta do aumento da temperatura.

É interessante observar na matéria que mesmo os estudiosos que minimizam o impacto do derretimento do permafrost com o despertar de patógenos alertam para um perigo mais concreto: o aumento das temperaturas ao redor do globo aumentaria a incidência das doenças tidas como ”tropicais”, como dengue e malária, alastrando-as para os países do hemisfério norte.

Em tempos nos quais o homem mais poderoso do mundo torce o nariz para acordos ambientais e realiza cortes profundos e significativos na área de financiamento relativo à saúde global, pode-se dizer que testaremos a relação meio-ambiente/saúde na prática nos próximos anos.

Link para a notícia: http://www.bbc.com/earth/story/20170504-there-are-diseases-hidden-in-ice-and-they-are-waking-up

 

Enviado por Gabriela Crespo.

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2 pensamentos sobre “Como o aquecimento global pode ”acordar” doenças dormentes

  1. Gabriela, achei a postagem muito pertinente. É alarmante como as consequências do aquecimento global podem ser tão extensas e trazer à tona doenças que acreditávamos não mais representar riscos. O ponto levantado na reportagem sobre como não podemos considerar essas doenças erradicadas e como a prevenção com vacinas deve estar sempre à postos para acontecer é muito relevante. O degelo do permafrost pode ainda liberar altas camadas de gás metano contido por essa camada no subsolo, esse gás é um dos aceleradores ritmo do aquecimento global e sua liberação intensificaria ainda mais esse degelo (http://observador.pt/2015/06/09/degelo-do-permafrost-liberta-milhoes-de-toneladas-gases-com-efeito-de-estufa/). A retirada dos EUA dos Acordos de Paris anunciada por Donald Trump é tornaria esses impraticáveis do ponto de vista da Rússia, país com grandes extensões desse tipo de solo, mas mantém o compromisso em levar os planos do país para o acordo a diante. Quinto maior poluidor mundial a Rússia assinou, mas ainda não ratificou os Acordos de Paris para as mudanças climáticas.( https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/russia-considera-acordo-de-paris-impraticavel-sem-os-eua-21427297; http://www.dw.com/pt-br/principais-pontos-do-acordo-de-paris-sobre-o-clima/a-18915243)

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