A incidência de transtornos alimentares em estudantes de nutrição

transtornos alimentares

A Revista de Pesquisa em Saúde apresenta em um de seus volumes o artigo “Fatores associados à insatisfação corporal e comportamentos de risco para transtornos alimentares entre estudantes de Nutrição” escrito por Moraes et al. O artigo está disponível gratuitamente em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/revistahuufma/article/view/6084/3670: 

O reconhecimento social, atualmente, é alcançado usando-se como referencial o corpo humano, que passou a ser extremamente valorizado e explorado pela mídia. O objetivo do artigo é apontar a incidência de transtornos alimentares e comportamentos de risco para tais alterações psicológicas em graduandas de Nutrição, que sofrem forte cobrança da sociedade por uma boa forma física. A pesquisa foi realizada em três universidades de estado do Maranhão com alunas de graduação em Nutrição, incluindo ingressantes do primeiro ano e alunas do quinto e último ano do bacharelado. A escolha dos participantes da pesquisa se justifica pelo grande índice de transtornos de imagem em grupos profissionais como atletas, bailarinas, modelos e nutricionistas por serem exigidos a terem formas corporais delgadas.

Enviado por Letícia Takarabe

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Um pensamento sobre “A incidência de transtornos alimentares em estudantes de nutrição

  1. A incidência de transtornos alimentares em estudantes de nutrição é uma pauta muito importante de ser levantada. Infelizmente, a sociedade apresenta uma cobrança muito forte em relação às características físicas de cada indivíduo, principalmente, em relação aos profissionais que trabalham com temas que influenciam diretamente as mesmas, como estudantes de nutrição e educadores físicos. A concepção que muitas pessoas apresentam sobre alguns conceitos que cercam esse tema, como “dieta” e “alimentação saudável” são comumente errôneos e, na minha opinião, contribuem para o desenvolvimento desses transtornos.

    Como estudante de nutrição, acabei desenvolvendo uma pesquisa de campo para uma disciplina, referente ao conhecimento de pessoas comuns (leigas) sobre o conceito de dieta. Durante a realização da mesma, todos os integrantes do meu grupo perceberam a cobrança que profissionais (e até mesmo estudantes) de nutrição possuem sobre a sua aparência física, mesmo que tenhamos optado por não nos definir como estudantes de nutrição, apenas como estudantes da Universidade de São Paulo. Um exemplo de cobrança, foi um comentário dirigido à nós, em que perguntaram nosso curso e complementaram com “por isso vocês são magrinhas, continuem assim, porque nutricionista gordinho ninguém merece”. Além disso, observamos que o conceito de dieta é distorcido e que a mídia tem grande influência na distorção do mesmo.

    A população em geral tem como conhecimento que dieta é um nome dado para uma alimentação restrita. Porém, dieta é apenas um nome utilizado para caracterizar toda e qualquer modo de se alimentar, seja esse modo saudável, restrito ou não. Essa concepção acaba fazendo com que muitas frases e pronunciamentos desenvolvam outro significado, influenciando as atitudes dos indivíduos que as ouvem. O mesmo ocorre com a concepção de “alimentação saudável”. Dessa forma, muitos indivíduos buscam manter uma “alimentação saudável” através de uma “dieta” que acharam bacana ou que viram fazer diferença em um parente ou em um amigo. E, quando os resultados não são os mesmos, a frustração pode ser muito grande e acabar desencadeando uma busca cada vez mais radical para atingir o objetivo pessoal, que pode resultar, muitas vezes, no desenvolvimento de transtornos alimentares.

    Com o grupo populacional citado no artigo, especificamente estudantes de nutrição, acredito que o desenvolvimento desses transtornos seja muito mais complexo e perigoso, visto que os estudantes apresentam conhecimento sobre seus perigos, possíveis formas de desenvolvimento, sintomas e tratamento. Esse conhecimento, na minha opinião, pode facilitar, por exemplo, o ocultamento de sintomas e o enfrentamento do mesmo perante à família, utilizando o seu conhecimento como argumento. Dessa forma, trata-se de um paciente que acredita estar certo e acreditar dominar todos os pontos do tema, que na sua concepção não se aplicam ao seu caso.

    Diante disso, gostaria de dizer que achei muito bom esse levantamento no blog, pois considero muito importante falar sobre um tema que é pouco abordado no campo da saúde, tanto no âmbito pessoal como profissional.

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