EUA corta o financiamento ao Fundo de População da ONU

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O El País – América nos informa que, nesta segunda-feira (3), o governo Donald Trump declarou um corte total, por parte dos Estados Unidos, do financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que esperava 32,5 milhões de dólares deste país em 2017. O Fundo de Populações da ONU trabalha com planejamento familiar, saúde reprodutiva e outras ações (como, por exemplo, a extinção da mutilação genital feminina e do casamento infantil) em mais de 150 países, com enfoque especial naqueles que enfrentam crises humanitárias.

A ação de Trump deixa de lado um histórico de participação importante dos Estados Unidos neste organismo: o país desempenhou um papel central na criação da UNFPA em 1969 e desde então havia participado intensivamente como membro da Junta Excecutiva da mesmo.

A decisão foi tomada a partir da alegação de que a UNFPA estaria apoiando programas de abortos forçados na China, declaração negada veementemente pelo organismo. A administração Trump, inclusive, admite que não há provas para tal acusação, mas decidiu, que qualquer forma, por retirar o financiamento. Espera-se um grande impacto em termos de garantia de direitos de mulheres, crianças e populações vulneráveis ao redor do mundo.

A matéria na íntegra pode ser lida neste link (em espanhol):

http://elpais.com/elpais/2017/04/04/planeta_futuro/1491325733_210984.html

O Fundo de População das Nações Unidas emitiu uma resposta às declarações da administração Trump, publicadas no site oficial do organismo nesta terça-feira (4), que pode ser lida neste link (em português):

http://www.unfpa.org.br/novo/index.php/1513-declaracao-do-unfpa-sobre-a-decisao-dos-eua-de-suspender-seu-financiamento

Enviado por Henrique Góes

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2 pensamentos sobre “EUA corta o financiamento ao Fundo de População da ONU

  1. Trump, que até pouco tempo defendia o fim da política intervencionista dos Estados Unidos no mundo a fim de justamente diminuir os gastos norte-americanos, nos surpreendeu (ou talvez não seja uma surpresa) nessa madrugada com o lançamento de mísseis contra o governo sírio. Isso parece mostrar que o Presidente não está, de fato, interessado em “economizar” o dinheiro cortado da UNFPA há poucos dias, que seria utilizado para a defesa dos direitos das mulheres, crianças e populações vulneráveis, mas sim em redireciona-lo ao âmbito militar.

  2. Esse corte do financiamento ao UNFPA já havia sido anunciado de maneira indireta por Trump quando restabeleceu de forma mais ampla a “Global Gag Rule” no começo do ano. Norma criada em 1984, por Ronald Reagan, tem como objetivo proibir apoio, por parte dos EUA, a grupos e organizações internacionais que defendam o aborto. A “Global Gag Rule” parece ser reinserida na pauta política estadunidense sempre que candidatos republicanos são eleitos – embora o aborto seja legalizado no país desde 1973 após famoso caso “Roe vs. Wade”. Assim, com a reintrodução dessa regra e com o corte ao UNFPA, além de afetar diretamente direitos básicos de grupos vulneráveis, Donald Trump sinaliza de maneira clara que estará do lado contrário à luta em outros países pela legalização do aborto.

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