Desigualdade de gênero no trabalho: a solução é aumentar a Licença-Paternidade?

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A diferença de salário entre homens e mulheres no mesmo cargo, o chamado wage gap ou gender gap já é fato documentado e discutido em muitos países, incluindo o Brasil. Estamos longe de superar esse problema e atingir a igualdade de gênero no trabalho, mas uma medida proposta por parlamentares britânicos recentemente pode ser um caminho: o aumento da Licença-Paternidade.
A divisão de responsabilidades nos cuidados de uma criança, ou melhor, o maior equilíbrio dessa divisão, pode proporcionar às mulheres oportunidade para não colocarem suas carreiras de lado por completo e aos homens criarem maior vínculo com seus filhos. A medida, argumentam os parlamentares, produzirá mudanças na prática e influenciará uma mudança cultural que contribuirá para mais equidade no país.
Enviado por Luísa Tarzia
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3 pensamentos sobre “Desigualdade de gênero no trabalho: a solução é aumentar a Licença-Paternidade?

  1. Essa notícia é bastante interessante, Luísa. Considero positiva olhando pelo aspecto de que a diferença de gênero no trabalho é um assunto sendo discutido no Parlamento Britânico (enquanto infelizmente ainda observamos declarações inaceitáveis como a feita recentemente pelo Ministro da Saúde brasileiro de que a obesidade infantil estaria associada à falta das ‘mães em casa’).
    Entretanto, se aprovada, a medida toca apenas uma pequena fração da desigualdade de gênero, que certamente inclui mas não se limita à questão da maternidade. Assim, tal medida não parece de fato tocar nas questões muito mais profundas da temática.
    Isso reforça a necessidade de luta política e de iniciativas que não apenas toquem, mas também aprofundem análises sobre o tema.
    Aproveito para deixar um link de uma recente iniciativa pela igualdade de gênero no Brasil, pela ONU Mulheres. O projeto visa mapear iniciativas para igualdade de gênero e empoderamento das mulheres no país, por meio da plataforma UNA; posteriormente, pretende cruzar temas e projetos sendo desenvolvidos por grupos acadêmicos, coletivos, empresas, redes sociais (entre vários outros grupos listados), assim como aprofundar as análises. Mais informações são encontradas no link: https://nacoesunidas.org/onu-mulheres-abre-inscricoes-para-mapeamento-de-iniciativas-para-igualdade-de-genero-no-brasil/

  2. Ju, muito obrigada pelo seu comentário. Concordo que é uma medida muito pequena frente à desigualdade, maa acredito que o título vem como gancho, que polêmico, ao colocar a medida como solução final. Além de ignorar questões estruturais, ela “apenas” visa a questão dos salários – é preciso que outras vertentes sejam contempladas, como discutir assédio, horas flexíveis de trabalho e como superar a barreira invísivel que impede muitas mulheres de chegarem a cargos de liderança, por exemplo.

    Vou explorar o link que você enviou (muito obrigada!) e acredito que o compartilhamento de iniciativas, como desta plataforma, um excelente ponto de partida para o desenho de políticas públicas efetivas.

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