The Epidemic of Gay Loneliness, by Michael Hobbes

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A página Highline do jornal The Huffington Post trata, nesta matéria, da saúde mental de homens gays e bissexuais, especialmente nos Estados Unidos. O artigo, publicado em 2 de março deste ano, discute aspectos concretos de vivências homo e bissexuais e suas implicações na alta proporção de casos de depressão, ansiedade, uso de drogas e suicídio entre pessoas destes grupos sociais. Aqui, se mesclam relatos pessoais (inclusive do próprio autor) e estudos científicos recentes que contribuem para tentar explicar por quais razões estes grupos tem sofrido especialmente com estas doenças.

O autor é Michael Hobbes, produtor e colaborador da página Highline.
*tradução livre disponível em: http://ladobi.uol.com.br/2017/03/solidao-gay/
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Um pensamento sobre “The Epidemic of Gay Loneliness, by Michael Hobbes

  1. A vida gay, que exibe, aos olhos externos, uma aura marcada por brilho, glamour, irreverência e alegria, esconde, insuspeitas a esses mesmos olhos, cores bem mais escuras. Em seu brilhante texto, Michael Hobbes faz um apanhado pungente sobre como a cultura gay, de certo modo, oferece armadilhas aos próprios homossexuais. É fato que os gays ganham espaço dentro da cultura maior, marcada fortemente pela heternormatividade. Grandes conquistas foram obtidas por eles, sendo, hoje, mais fácil o “sair do armário”, obter aceitação e visibilidade e constituir família. Do ponto de vista da cidadania, em nosso país, bem como em vários outros, hoje lhes é devidamente possível o casamento e a adoção.

    Contudo, a subcultura gay tem códigos bastante particulares, e, muitas vezes, é consideravelmente alto o preço a ser pago para obter-se a aceitação e a inserção em seu interior. Os estereótipos de forma física e de desejada masculinidade, não raramente, têm implicações importantes do ponto de vista de saúde psicológica, pelo fato de se imporem como condicionantes à sensação de pertinência.

    O autor fala de sua realidade nos Estados Unidos, mas esse é o panorama que também experimentam os gays brasileiros.
    A dinâmica dos aplicativos gays de encontros (“aplicativos de pegação”), tais como Grindr, Scruff e Hornet reforçam e exemplificam bem a situação. Neles se evidencia também a particularidade do consumo de drogas. Não são poucos os perfis em que fica condicionado o uso de entorpecentes para obtenção de um encontro. Não estranha que essa drogadição, que pode deixar de ser apenas ocasional, venha a retroalimentar dificuldades de ordem psíquica, além de ter reflexos importantes na saúde como um todo.

    Infelizmente, o que o autor mostra com cores bem pungentes é que não tem sido fácil encontrar o pote de ouro no final do arco-íris.

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