UNFPA – Segundo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), surto da doença tem exigido ‘olhar mais crítico’ sobre a situação dos direitos das mulheres no Brasil. Cenário foi tema de encontro com Procuradoria-Geral da República para avaliar possíveis parcerias entre os dois organismos.
“O vírus tem nos convocado a ter um olhar mas crítico do exercício dos direitos sexuais e reprodutivos no país. Existe muito desconhecimento por parte das populações mais afetadas pelo vírus. Essas pessoas, em muitos casos, não se consideram sujeitos de direitos”, alertou o representante do UNFPA, Jaime Nadal.O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) reuniram-se na última quinta-feira (21) para discutir possíveis parcerias em áreas como saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. A agência da ONU alertou para o risco de retrocessos nessas questões em meio ao atual surto de zika.
A respeito das populações mais atingidas pela epidemia, o dirigente afirmou que “tendem a ser (mulheres) adolescentes e jovens de periferia, majoritariamente negras”. Nadal disse ainda que “existe o perigo de que o vírus cause o retrocesso dos direitos e do progresso de desenvolvimento social conquistados” até o momento.
Sobre as futuras parcerias entre a agência da ONU e a PGR, a procuradora-geral em exercício, Ela Wiecko, afirmou estar otimista “em relação às possibilidades que ambas as instituições têm de colaborar no objetivo comum, que é o de assegurar direitos, o desenvolvimento humano com equidade de gênero e de raça”.