Dimensões políticas de uma epidemia: o caso da gripe A(H1N1) na imprensa escrita da Argentina

Nos Cadernos de Saúde Pública, Anahi Sy (do Instituto de Salud Colectiva, Universidad Nacional de Lanús, Argentina) e Hugo Spinelli (do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, Buenos Aires) publicam estudo que tem como objetivo compreender as representações sociais sobre a epidemia de influenza A (H1N1), na Argentina em 2009, nos jornais de maior circulação no país. A metodologia foi qualitativa e quantitativa com base na análise de duas dimensões: a forma em que se constrói o “objeto” epidemia (designação e caracterização dos mesmos) e as fontes de informação das notícias, procurando identificar em cada caso os atores sociais envolvidos. Os resultados mostram que na nomeação da epidemia fica a decisão política de eliminar a responsabilidade de um modo de produção de gado de risco, culpando o indivíduo. Observa-se que as recomendações dos representantes políticos, especialmente no nível internacional e promovida a farmacologização da epidemia, a reprodução do posicionamento da população em suas reivindicações que demonstra a validade da hegemonia biomédica e, finalmente, o comportamento da imprensa para a epidemia concentra-se em puramente ligado aos acontecimentos políticos locais.

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