Reflexões apontam medidas para o enfrentamento do ebola no Brasil (com vídeos)

ENSP – É aceitável a utilização de medicamentos que ainda não foram testados? É possível se recusar a ficar em quarentena? O indivíduo tem o direito de não se tratar?
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Reflexões éticas acerca do vírus ebola, como o uso de medicamentos ainda não testados, a internação compulsória e as formas de transmissão foram abordadas no Centro de Estudos da ENSP Miguel Murat que discutiu a Doença pelo Vírus Ebola (DVE). Os principais sinais e sintomas, as ações e medidas adotadas pelo Ministério da Saúde e agências reguladoras, além de alguns aspectos do direito individual e coletivo em relação à doença foram debatidos no encontro.
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O Centro de estudos recebeu o vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz, José Cerbino Neto, o superintendente de Fiscalização, Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, Eduardo Hage Carmo, e o pesquisador da ENSP e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva, Sergio Rego. O evento foi organizado pelos pesquisadores da Escola Claudia Garcia Serpa Osório de Castro, Carlos Machado de Freitas e José Fernando Verani. Este último também foi moderador da mesa.
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Cerbino falou sobre o período de incubação (que é de 2 a 21 dias) pela Doença pelo vírus Ebola (DVE) e ressaltou que ainda há pouca evidência científica, apesar das muitas incertezas sobre essa doença. Segundo o palestrante, sua transmissão se dá pelo contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais, porém somente depois que ocorre o início dos sintomas por parte do doente. “Isso, de certa maneira, facilita o controle. Outra questão relevante é que a transmissão não acontece pela emissão de aerossóis, apenas por contato”, destacou Cerbino.
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Eduardo Hage apontou e detalhou algumas ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o protocolo de vigilância e manejo de casos suspeitos; o Plano de comunicação de risco para DVE; Orientações para manejo de pacientes com suspeita de DVE; entre outras. Ele ressaltou também a questão da segurança dos profissionais de saúde.
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Encerrando a mesa, Sergio Rego trouxe muitas questões éticas – segundo ele, ainda sem resposta -, no que se refere à epidemia da Doença pelo vírus Ebola (DVE). De acordo com o pesquisador, temos a responsabilidade de cuidar dos profissionais de saúde, dos profissionais que atuam na ponta do serviço. Além disso, afirmou que é preciso levar em consideração os direitos individuais e coletivos não só dos profissionais, mas também da população atingida. Sergio destacou que uma situação de alerta como essa deve se tornar uma oportunidade para refletirmos o que estamos vivendo, o que devemos levar em consideração, o que devemos apoiar e, o que devemos esperar das nossas autoridades etc. “A educação sanitária tem que fazer parte do cotidiano da população”.
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Confira, abaixo, os melhores momentos do Ceensp e assista também a íntegra das exposições.
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