Espanha monitora 22 pessoas por suspeita de infecção por Ebola

Após a identificação da enfermeira espanhola que contraiu o Ebola, a Espanha está investigando de que forma ela teria contraído a doença. “O porta-voz da OMS foi enfático ao dizer que não se trata de uma pandemia”. A enfermeira estava de férias e precisou insistir para que fosse feito o teste do Ebola, ela sabia que poderia ter a doença, mas aparentemente os médicos locais foram contra essa possibilidade. Destaca-se, ainda, a operação montada pelo Irã para diagnóstico do Ebola após o retorno da peregrinação a Meca. Enviado por Bárbara Pozzi

Estadão – Dezenas entraram em contato com enfermeira infectada; quatro pessoas têm maior risco e já foram hospitalizadas no país europeu

MADRI ­ Autoridades de saúde da Espanha informaram nesta terça­feira, 7, que quatro pessoas foram hospitalizadas por risco de estarem infectadas após contato com a enfermeira diagnosticada com o vírus Ebola. Entre elas, está o marido da profissional de saúde, que não apresentou sintomas da doença até o momento. Além do grupo, outras 22 pessoas estão sendo monitoradas por terem mantido contato com a mulher e agora recebem acompanhamento de equipes diante da preocupação de transmissão do vírus.

De acordo com informações divulgadas por agências internacionais nesta terça­-feira, a enfermeira espanhola apresenta quadro favorável de evolução.

Ela está internada no Hospital Carlos III, em Madri. O marido da enfermeira está isolado e sob vigilância médica, mas até o momento não apresentou sintomas da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que as autoridades médicas espanholas estão realizando uma investigação epidemiológica para determinar como ocorreu o contágio da auxiliar de enfermagem que atendeu missionários que retornaram à Espanha.

O porta­voz da OMS, Fadela Chaib, confirmou que se trata do primeiro caso de transmissão do vírus fora da África. Outros casos atendidos na Europa haviam sido “importados”. “Nas próximas horas, saberemos quais serão os requerimentos e as necessidades da Espanha e responderemos de acordo com isso, em cumprimento à nossa decisão de apoiar tecnicamente os países membros”, disse Chaib.

Se a Espanha considerar necessário, a OMS poderá enviar especialistas; até o momento não há nenhuma requisição desse tipo. O porta­voz foi enfático ao declarar que este caso não eleva o Ebola a uma pandemia, já que, para isso acontecer, é necessário haver transmissão entre diversos países de distintas regiões do mundo.

A infecção causou preocupação e incredulidade na Espanha por ter ocorrido apesar de todas as medidas de segurança anunciadas pelas autoridades. A enfermeira trabalhou em um hospital que recebeu missionários infectados por Ebola que morreram após o tratamento. A mulher de 40 anos foi transferida de um hospital no subúrbio para o Carlos III, o mesmo que recebeu religiosos contaminados na África.

A profissional de saúde estava de férias e havia comunicado no dia 30 de setembro a seu centro que se sentia mal, mas os sintomas descritos, incluindo febre inferior a 38,6oC, não foram considerados suficientes para preocupação. No domingo, 5, ela foi atendida no Hospital de Alcordón, onde insistiu que se realizasse um teste para Ebola.

“Houve evidentemente um problema em algum momento”, disse Frederic Vincent, porta­voz da Comissão Europeia, que pediu ao Ministério da Saúde espanhol que esclareça o ocorrido.

Irã. As autoridades de saúde do Irã informaram que estão fazendo testes de Ebola em muçulmanos que regressam da peregrinação a Meca, na Arábia Saudita.

“Foi montada uma estação de saúde no Aeroporto de Zanyan (no noroeste do Irã) para que se possa examinar qualquer caso suspeito de Ebola”, declarou o diretor­ adjunto de Saúde da Universidade Médica da província de Zanyan, Mohamad Reza Sainí.

De acordo com o último levantamento divulgado pela OMS, o número de infectados por Ebola na África Ocidental é de 7.470 pessoas, das quais 3.431 morreram. Os casos estão concentrados na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné, mas também há casos na Nigéria e um registro no Senegal. Esses dois últimos países estão prestes a completar 40 dias sem detectar nenhum novo caso relacionado à epidemia./EFE E REUTERS

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