OMS discute tratamentos experimentais contra ebola

RFI – A Organização Mundial da Saúde realiza hoje (11/8) uma reunião virtual com especialistas em ética da saúde do mundo inteiro a fim de discutir o uso de tratamentos experimentais para tentar acabar com a epidemia de ebola.

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A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, e diretor-geral-assistente, Keiji Fukuda durante reunião da OMS em 8 de agosto de 2014 – REUTERS/Pierre Albouy

O vírus ebola foi descoberto nos anos 70, mas ainda não existe nenhum tratamento ou vacina específico. Certos Estados querem, porém, autorização para utilizar um anticorpo experimental desenvolvido nos Estados Unidos e que nunca foi testado em seres humanos. O tratamento foi usado em dois americanos infectados na Libéria. O padre espanhol contaminado no mesmo país e levado para Madri também deve se beneficiar desse soro experimental.

Vacina

Em entrevista à RFI, o diretor do Departamento de Vacinas e Imunização da Organização Mundial da Saúde, Jean-Marie Okwo Bele, afirma que, em setembro, começará uma fase de testes clínicos de uma vacina contra o vírus. “Se conseguirmos começar os testes em setembro, no final deste ano já teremos alguns resultados e, como estamos falando de uma urgência, se conseguirmos fazer um processo em caráter emergencial, ao longo de 2015, poderemos ter uma vacina disponível”, disse.

Luta contra a epidemia

Os países da África Ocidental intensificam seus esforços contra o vírus, que já matou quase mil pessoas. A Costa do Marfim suspendeu hoje todos as rotas da companhia aérea nacional para países afetados pela epidemia: Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria. Além disso, o governo proibiu as outras companhias de transportar para a Costa do Marfim passageiros provenientes dos países atingidos pelo ebola.

Vizinha da Libéria e da Guiné, a Costa do Marfim decidiu também reforçar o controle no aeroporto de Abidjan onde todos os passageiros que chegarem terão a temperatura medida com um termômetro em infravermelho. Na Nigéria, o governo confirmou um novo paciente com a doença, elevando para 10 o número de casos registrados no país.

As companhias africanas Arik e ASKY também já haviam suspendido seus voos provenientes e em direção da Libéria e da Serra Leoa após a morte de um passageiro liberiano no final de julho em Lagos, na Nigéria. A companhia Emirates, baseada em Dubai, também há havia anunciado a suspensão de todos os seus voos para a Guiné.

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