An open letter for the people in Gaza – The Lancet

Paola Manduca, Iain Chalmers, Derek Summerfield, Mads Gilbert, Swee Ang, on behalf of 24 signatories

“We are doctors and scientists, who spend our lives developing means to care and protect health and lives. We are also informed people; we teach the ethics of our professions, together with the knowledge and practice of it. We all have worked in and known the situation of Gaza for years.

On the basis of our ethics and practice, we are denouncing what we witness in the aggression of Gaza by Israel.

We ask our colleagues, old and young professionals, to denounce this Israeli aggression. We challenge the perversity of a propaganda that justifies the creation of an emergency to masquerade a massacre, a so-called “defensive aggression”. In reality it is a ruthless assault of unlimited duration, extent, and intensity. We wish to report the facts as we see them and their implications on the lives of the people.

We are appalled by the military onslaught on civilians in Gaza under the guise of punishing terrorists. This is the third large scale military assault on Gaza since 2008. Each time the death toll is borne mainly by innocent people in Gaza, especially women and children under the unacceptable pretext of Israel eradicating political parties and resistance to the occupation and siege they impose.

This action also terrifies those who are not directly hit, and wounds the soul, mind, and resilience of the young generation. Our condemnation and disgust are further compounded by the denial and prohibition for Gaza to receive external help and supplies to alleviate the dire circumstances.

The blockade on Gaza has tightened further since last year and this has worsened the toll on Gaza’s population. In Gaza, people suffer from hunger, thirst, pollution, shortage of medicines, electricity, and any means to get an income, not only by being bombed and shelled. Power crisis, gasoline shortage, water and food scarcity, sewage outflow and ever decreasing resources are disasters caused directly and indirectly by the siege…”

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Full list of signatories

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3 pensamentos sobre “An open letter for the people in Gaza – The Lancet

  1. Traduzi rapidamente e autorizo o uso.

    Uma carta aberta para as pessoas em Gaza

    Somos médicos e cientistas que passamos nossas vidas desenvolvendo métodos para proteger e cuidar da saúde da vida. Também informamos as pessoas; ensinamos a ética de nossas profissões, em conjunto com seu conhecimento e prática. Todos nós já trabalhamos na situação de Gaza, que conhecemos há anos.
    Com base em nossa ética e prática, estamos denunciando o que nós testemunhamos na agressão de Gaza por Israel.
    Pedimos aos nossos colegas, profissionais jovens e velhos, para denunciar essa agressão israelense. Desafiamos a perversidade de uma propaganda que justifica a criação de uma emergência para mascarar um massacre, uma assim chamada “agressão defensiva”. Na realidade, é um ataque implacável de duração, extensão e intensidade ilimitadas. Queremos relatar os fatos como os vemos, bem como suas implicações na vida das pessoas.
    Estamos horrorizados com a ofensiva militar contra civis em Gaza, sob o pretexto de punir terroristas. Este é o terceiro ataque militar em grande escala em Gaza desde 2008. Toda, o número de mortos é composto principalmente de pessoas inocentes de Gaza, especialmente mulheres e crianças, sob o pretexto inaceitável de erradicar partidos políticos e resistência à ocupação e ao cerco que Israel impõe.
    Esta ação também assusta aqueles que não são diretamente atingidos, e fere a alma, a mente e a resiliência dos jovens. Nossa censura e repulsa são agravadas, ainda, pela proibição imposta a Gaza de receber ajuda externa e suprimentos para aliviar as terríveis circunstâncias.
    O bloqueio a Gaza foi reforçado ainda mais, desde o ano passado, e isso tem piorado a situação da população de Gaza. Em Gaza, as pessoas passam fome e sede, e sofrem com a poluição, falta de medicamentos, eletricidade, e não tem meios de prover seu sustento. E isso não é só por estar sendo bombardeada e metralhada. Crise de energia, escassez de gasolina, escassez de água e de alimentos, falta de saneamento básico e recursos cada vez mais escassos são desastres causados direta e indiretamente pelas operações militares.
    As pessoas em Gaza estão resistindo a essa agressão, porque querem uma vida melhor e normal. Mesmo chorando de tristeza, dor e terror, eles rejeitam uma trégua temporária que não oferece oportunidade verdadeira de um futuro melhor. Um Al Ramlawi fala para todos em Gaza: “Estão matando todos nós: ou uma morte lenta por causa da ocupação, ou uma morte rápida por causa dos ataques militares. Não temos nada a perder, temos de lutar por nossos direitos, ou morrer tentando”.
    Gaza está sendo bloqueada por mar e terra desde 2006. Qualquer indivíduo de Gaza, incluindo os pescadores que se aventuram além das 3 milhas marítimas da costa de Gaza, correm o risco de serem mortos pela Marinha israelense. Ninguém de Gaza pode passar pelos dois únicos postos de controle, Erez e Rafah, sem permissão especial dos israelenses e egípcios,, o que é extremamente difícil de conseguir, se não impossível. As pessoas em Gaza são proibidas de ir para o exterior para estudar, trabalhar, visitar suas famílias ou fazer negócios. Feridos e doentes dificilmente conseguem sair para obter tratamento especializado. A entrada de alimentos e medicamentos foi muito restringida. Vários itens essenciais para a sobrevivência são proibidos. Mesmo antes deste ataque, já havia uma escassez recorde de artigos médicos básicos, por causa do bloqueio. Agora, estão esgotados. Da mesma forma, Gaza não é capaz de exportar seus produtos. A agricultura foi severamente prejudicada pela imposição de uma zona tampão, e os produtos agrícolas não podem ser exportados devido ao bloqueio. 80% da população de Gaza depende de rações alimentares fornecidas pela ONU.
    Grande parte dos edifícios e infra-estrutura de Gaza foi destruída durante a Operação Chumbo Fundido (2008-09) e o bloqueio na entrada de materiais impede a reconstrução de escolas, lares e instituições. As fábricas destruídas por bombardeios raramente são reconstruídas, acrescentando desemprego à miséria.
    Apesar das condições difíceis, o povo de Gaza e seus líderes políticos se mobilizaram, recentemente, para resolver seus conflitos, “sem armas nem danos”, através do processo de reconciliação entre as facções. Suas lideranças renunciam a títulos e posições, a fim de que um governo de unidade possa ser formado, abolindo a política de divisão de facções que opera desde 2007. Esta reconciliação, embora aceita por muitos na comunidade internacional, foi rejeitada por Israel. Os atuais ataques israelenses interrompem essa chance de unidade política entre Gaza e a Cisjordânia, e isolam uma parte da sociedade palestina, destruindo as vidas de pessoas de Gaza. Sob o pretexto de eliminar o terrorismo, Israel está tentando destruir a crescente unidade palestina. Entre outras mentiras, afirma-se que os civis em Gaza são reféns do Hamas, o que é impossível, pois a Faixa de Gaza foi isolada pelos israelenses e egípcios.
    Gaza vem sendo bombardeada continuamente pelos últimos 14 dias, e agora ocorre uma invasão por terra, que utiliza tanques e milhares de soldados israelenses. Mais de 60.000 civis do norte de Gaza foram obrigados a deixar suas casas. Essas pessoas deslocadas não têm para onde ir, já que as áreas central e sul da Faixa de Gaza também estão sofrendo intenso bombardeio de artilharia. Gaza inteira está sob ataque. Os únicos abrigos em Gaza são as escolas da Agência das Nações Unidas de Socorro e aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA), abrigos incertos que já foram alvo da Operação Chumbo Fundido, com muitas mortes.
    De acordo com o Ministério da Saúde e o Escritório das Nações Unidas em Gaza para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), até 21 de julho, as crianças são grande parte dos feridos (149 de 558 mortos e 1100 dos 3504 feridos), sem contar os corpos sob os escombros. Enquanto escrevemos, a BBC relata o bombardeio de um outro hospital, atingindo a unidade de terapia intensiva e as salas de operações, com mortes de pacientes e funcionários. Agora, se teme pelo principal hospital, Al Shifa. Não bastaase, a maioria das pessoas de Gaza estão traumatizadas psicologicamente. Para as pessoas com mais de 6 anos, este é o terceiro ataque militar por parte de Israel.
    O massacre em Gaza não poupa ninguém, e inclui os deficientes e doentes nos hospitais, crianças brincando na praia ou em cima do telhado – uma grande maioria de não-combatentes. Hospitais, clínicas, ambulâncias, mesquitas, escolas e edifícios de imprensa têm sido atacados, com milhares de casas bombardeadas, matando famílias inteiras dentro de suas casas, expulsando outras famílias de seus lares com poucos minutos de antecedência da destruição. Uma área inteira foi destruída em 20 de julho, deixando milhares de pessoas sem teto, ferindo centenas e matando pelo menos 70: isso vai muito além do propósito declarado de “encontrar túneis”. Nenhum destes alvos são militares. Estes ataques visam aterrorizar, ferir a alma e o corpo das pessoas, e fazer a vida impossível no futuro, além de destruir casas e proibir a reconstrução.
    É utilizado armamento conhecido por causar danos a longo prazo sobre a saúde de toda a população, particularmente armamento de não fragmentação e bombas “hard-head”. Nós testemunhamos o uso indiscriminado de armamentos com mira, inclusive contra crianças, e estamos vendo constantemente que as “armas inteligentes” só têm precisão quando usadas deliberadamente para destruir vidas inocentes.
    Denunciamos o mito propagado por Israel de que a agressão é feita com o cuidado de salvar vidas de civis e proteger o bem-estar das crianças.
    O comportamento de Israel insultou a nossa humanidade, inteligência e dignidade, bem como nossa ética profissional e nossos esforços. Mesmo aqueles de nós que querem ir para Gaza prestar socorro são impedidos de entrar, devido ao bloqueio.
    Esta “agressão defensiva” de duração, extensão e intensidade ilimitadas deve ser interrompida.
    Além disso, caso confirmado, o uso de gás é inequivocamente um crime de guerra, e graves sanções devem ser imediatamente aplicadas a Israel, com a cessação de todo comércio e de acordos de colaboração com a Europa.
    À medida em que escrevemos, há notícias de outros massacres, ameaças aos profissionais de saúde dos serviços de emergência e recusa de entrada para os comboios humanitários internacionais. Nós, como cientistas e médicos, não podemos ficar em silêncio enquanto este crime contra a humanidade continua. Convidamos os leitores para não ficar em silêncio também. Gaza está sob cerco, seu povo está sendo morto por uma das maiores e mais sofisticadas máquinas de guerra modernas do mundo. A terra é envenenada pelos detritos das armas, com consequências para as gerações futuras. Se nós, que temos condições de falar e de tomar posição contra este crime de guerra, nos omitirmos, seremos cúmplices na destruição das vidas e dos lares de 1,8 milhão de pessoas em Gaza.
    Registramos com consternação que apenas 5% dos nossos colegas acadêmicos israelenses assinaram um apelo ao governo para interromper a operação militar contra Gaza. Somos tentados a concluir que, com exceção desta 5%, o resto dos acadêmicos israelenses são cúmplices no massacre e destruição de Gaza. Vemos também a cumplicidade de nossos países na Europa e na América do Norte neste massacre e, uma vez mais, a impotência das instituições e organizações internacionais para acabar com este massacre.

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