Copa: o Brasil está preparado para atender possíveis endemias?

ENS-Fiocruz – No período da Copa, o Brasil vai receber visitantes de todas as partes do mundo e cada um trará em sua bagagem também seus vírus e bactérias. Será que estamos preparados para fazer esse controle? Nossa Vigilância Sanitária já tomou medidas preventivas? O que pode acontecer? Novos surtos de doenças endêmicas, novos vírus… Como vamos lidar com essa realidade? O SUS está preparado para atender nossa população? Essas questões são o mote de partida para a pergunta do blog Saúde em Pauta da ENSP. Estamos realmente preparados para possíveis novas endemias que podem ocorrer devido a realização de grandes eventos no país? Participe!

A preocupação não é apenas com a Copa, que acontecerá entre junho e julho de 2014, mas vale também para os jogos olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Sabendo disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem se reunindo com as Secretarias de Vigilância em todo país para discutir ideias que contribuam com respostas rápidas a potencias ameaças que possam vir com esses grandes eventos.

Entretanto, na cerimônia de formatura de novos residentes em Saúde da Família pela ENSP, ocorrida no início do mês de maio, o diretor da Escola, Hermano Castro, apresentou esse questionamento, ressaltando que o país pode sofrer com tal mobilidade internacional, facilitando assim a entrada de novos vírus. “Precisamos estar preparados para poder trabalhar na vigilância. São tarefas e desafios que na política pode estar colocada muito bem no papel, mas temos que transformar tudo em ação”, afirmou.

Já em entrevista para o site do Cecovisa/ENSP, a coordenadora técnica de Saúde da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SUBVISA/SMS), Márcia Melo, destaca que “a realização destes eventos traz para a Vigilância Sanitária, um grande desafio exigindo maior aperfeiçoamento do planejamento e esforços de todos os setores visando um objetivo único, a prevenção e o controle dos riscos associados à saúde da população. O envolvimento dos profissionais, a capacidade de atuação, a estruturação e organização das ações pré, durante e pós-eventos, a análise da infraestrutura física e material, dos serviços prestados ao público, são primordiais ao planejamento de qualquer evento onde haja aglomeração de pessoas, suficiente para gerar situações de agravos à saúde”.

Em maio de 2013, esse assunto foi tema de debate no Centro de Estudos da ENSP Vigilância sanitária nos eventos de massa: a importância do voluntariado, reunindo a gerente-geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Denise de Oliveira Resende; a representante da superintendência de Vigilância Sanitária da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro/SES-RJ, Jaqueline Toledo; e a integrante da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Marissol Figueiredo de Souza. A atividade, que recebeu também pessoas que trabalharão como voluntários nos grandes eventos, foi coordenado por Vera Pepe, pesquisadora da ENSP e coordenadora do Centro Colaborador em Vigilância Sanitária (Cecovisa/ENSP).

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