Governo publica editais do ‘Mais Médicos’; atuação começa em setembro

Profissionais estrangeiros podem começar a trabalhar no Brasil após capacitação de três semanas; entidades médicas criticam medidas

Presidente Dilma Rousseff lançou ontem programa que visa a levar médicos para o interior do País Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Presidente Dilma Rousseff lançou ontem programa que visa a levar médicos para o interior do País
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira três editais com as regras do Programa Mais Médicos, que tem por objetivo ampliar o número de profissionais de saúde em municípios no interior do País e nas periferias das grandes cidades. Com a medida provisória que cria o Mais Médicos, o governo também vai conceder registros temporários para o exercício da medicina por estrangeiros sem a necessidade de revalidação do diploma. Os primeiros profissionais devem começar a atuar nas regiões carentes a partir de setembro. 

O programa anunciado na segunda-feira tem três eixos: mudar a formação dos futuros médicos a partir de 2015, tornando obrigatórioque eles prestem atendimento básico de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos; aumentar os investimentos para a infraestrutura de saúde, em um total de R$ 15 bilhões até 2014; e levar médicos brasileiros e estrangeiros a municípios que tenham média inferior à nacional de 1,8 médico por grupo de mil habitantes.

As medidas integram o pacto pela saúde proposto pela presidente Dilma Rousseff em reunião com governadores e prefeitos de capitais em 24 de junho, como uma das respostas às manifestações que tomaram as ruas do País reivindicando melhores serviços públicos e combate à corrupção, entre outras demandas.

Médicos estrangeiros começam a trabalhar no Brasil em setembro Estão previstos R$ 15 bilhões em investimentos em hospitais e unidades de saúde, além de ampliação do número de médicos, até 2014. Do total, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 unidades de pronto atendimento e de 15.977 unidades básicas.

Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs e R$ 2 bilhões na construção e reforma de 14 hospitais universitários.

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